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Novos Rumos à Vista!

  • Foto do escritor: Gustavo Benaglia
    Gustavo Benaglia
  • 10 de mai. de 2024
  • 3 min de leitura

"Mais alguna cosa, senhor?" Essa pergunta não é apenas um detalhe trivial, especialmente quando as estatísticas oficiais mostram um aumento de estrangeiros no mercado formal de trabalho no Brasil. É possível notar suas presenças em setores como lojas e restaurantes em bairros de São Paulo, algo raro há alguns anos.


Apesar disso, a população estrangeira no Brasil ainda é pequena, com a maioria vindo da América Latina, apesar das barreiras linguísticas e de opções de migração mais tentadoras ao norte.



Talvez devamos nos acostumar mais com essa diversidade. Afinal, o Brasil, um país construído por imigrantes, está se aproximando do pico de sua população, especialmente após o polêmico Censo de 2022 do IBGE, onde esperava-se uma população brasileira total de 215 milhões, quando o resultado foi de 203 milhões.


Crescimento versus Inflação


Recentemente, os economistas do Bank of America Merrill Lynch (BofA) revisaram suas projeções econômicas para o Brasil em 2024. Agora, preveem um crescimento do PIB de 2,7% (anteriormente 2,2%) e uma SELIC que se reduz apenas para 10,25%.


O Brasil tem surpreendido consistentemente com um crescimento acima do esperado nos últimos três anos, desde o início da pandemia. Na verdade, o erro acumulado das previsões de crescimento no início de cada ano para o final do ano é de 6,7%, maior do que a própria variação observada durante a pandemia.


A narrativa dos economistas do BofA é que a economia brasileira vai bem e que seu potencial de crescimento é mais alto do que antes da pandemia, muito em virtude das reformas econômicas implementadas durante o governo Temer. No entanto, isso pode significar juros mais altos por um tempo, dependendo do cenário externo.


Mas se temos uma inflação sob controle porque as taxas de juros no Brasil não podem cair para patamares mais razoáveis?


Pois as surpresas inflacionárias se concentraram nos Estados Unidos, a principal economia do mundo. E taxas de juros, em maior ou menor grau, foram afetadas ao redor do planeta. Como dizemos regularmente, a taxa de juros norte-americana é o principal ativo do planeta, os demais ativos são meros coadjuvantes nesse processo.



E para o mercado de ações?


O que é mais importante? Mais crescimento ou juros mais altos?



A resposta rápida seria que mais crescimento compensa os juros mais altos. No entanto, quando analisamos os números, a resposta é mais ponderada ou um grande e famoso "depende".


Depende do horizonte de tempo do investidor. Para o curto prazo, as mudanças nos juros têm um impacto maior que as variações nos lucros das empresas. No entanto, para o médio prazo, estimar os lucros das empresas é tão importante quanto prever os movimentos dos juros.


E no longo prazo? Aí, os preços das ações acompanham os lucros das empresas. Portanto, no longo prazo, é melhor focar nos lucros mesmo sabendo que haverá volatilidade.


Nos últimos anos, o crescimento do PIB brasileiro tem surpreendido para cima. Isso deveria impactar positivamente os lucros das empresas. No entanto, as estimativas de lucro do IBX100 têm se mantido estáveis recentemente, e ainda não vemos esse crescimento refletido no preço das ações.


O crescimento também afeta diretamente as pessoas. Felizmente, a taxa de desemprego no Brasil está baixa e continua surpreendendo para baixo. No entanto, isso também pode se tornar um problema, com a escassez de mão de obra e o consequente impacto na inflação.


O futuro


Os mercados estão acompanhando de perto os dados econômicos dos Estados Unidos e seu impacto nas taxas de juros. A economia americana mostra sinais de desaceleração, mas ainda está forte. No Brasil, apesar da volatilidade dos preços dos ativos, a economia tem se saído melhor do que o esperado.


Por uma questão de oportunidade, bons ativos e sem jamais desconsiderar o histórico inflacionário do Brasil, temos nos posicionado em ativos que tem o potencial de nos proteger ao longo do tempo das flutuações da inflação e dos juros, muitos com isenção fiscal e sem alta volatilidade.

 
 
 

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